sábado, 23 de novembro de 2013

O Sorriso De Monalisa



A história do filme "O Sorriso de Monalisa", se passa mais precisamente nas década de 50, quando o papel das mulheres era determinado pela família e pelo marido, retratando também a realidade americana do trabalho docente feminino da década. Em meio a momentos cômicos, épicos e dramáticos, ele apresenta situações em que a disciplina de arte representada por Katherine Watson tinha o mesmo peso que a de prendas domésticas, matéria obrigatória para as moças da época.

A professora feminista que foi contratada para dar aulas de História da Arte num bem conceituado e tradicional colégio de moças, o Wellesley College, na Nova Inglaterra, após deixar o Estado da Califórnia onde residia, causou muita discrepância, esperava ali encontrar as alunas mais inteligentes e brilhantes, no entanto, ela se vê entre as meninas mais inteligentes sim, mas desprovidas de qualquer pretensão profissional, não tinham autonomia de pensamento, o que sabiam era o que estava exposto nas apostilas. As alunas são preocupadas apenas em casarem-se, constituírem família, serem boas esposas e mães. Katherine tenta incentivá-las, apesar de ir contra todas as convenções escolares e sociais vigentes já que a Wellesley era uma escola tradicionalíssima a que visava formar mais do que "boas esposas", e tomando a iniciativa, inclusive, de matricular uma delas num curso de Direito, pois esta aluna havia confidenciado a ela o desejo de estudar este curso. Com esta atitude o que a mestra consegue é a antipatia de algumas das meninas que a deixa desestimulada, com isso desistindo das aulas e de seu objetivo.
A partir do filme "O sorriso de Monalisa" será relacionado cenas importantes que correspondem com os tópicos, Relação professor x aluno, Tendências pedagógicas, Preconceitos, atitudes, estereótipos, Papéis assumidos pelos atores e Posturas docentes.
O filme retrata visivelmente que no colégio reina o autoritarismo, e os métodos de ensino são pré-definidos, tradicionais tendo que obedecer a seqüência lógica dos conteúdos, as aulas tendem a ser centrada no professor e o aluno tem o dever de dominar o conteúdo cultural universal transmitido pelo mestre. (Libâneo, 1985). Basicamente o papel do profissional é de transmitir conteúdos que são predefinidos e constituídos e o aluno tem a função de escutar, ficando bitolado somente no que é lhe passado, acumulando conhecimentos e se baseando na memorização da matéria aplicada em sala, contudo perdendo sua autonomia de pensamento. As relações que exercem na sala de aula são feitas longitudinalmente em função do mestre e do seu comando, predominando sempre a posição do professor que exige atitudes receptiva dos alunos e impedem qualquer comunicação entre eles no decorrer da aula. o professor transmite o conteúdo na forma de verdade a ser absorvida, em conseqüência, a disciplina é imposta e o meio mais eficaz para assegurar a atenção é o silencio
O professor é acuado a aceitar o método de acordo com a instituição, tendo que retrair novos conceitos e conhecimentos acerca de educação e ensino, isso é transparente em algumas cenas, mas vou dar ênfase na qual o professor Bill lhe explica como expõe suas aulas, ele usa-se de uma postura mascarada, seus pensamentos eram da escola nova, mas seguia as regras da tradicional, porque a escola, tanto quanto a diretora, desejava que fosse daquele jeito e se não estivesse satisfeito era desvinculado do quadro docente, como foi no caso de Katherine.
A mestra sentindo que estava havendo uma competição ente professor aluno, uma certa rejeição, impedindo o desempenho de suas aulas, que por sua vez não despertava o interesse que ela imaginara, decide mudar, desobedecendo às regras e normas do colégio, colocando as alunas frente a frente com a matéria, ou melhor, com a pintura, fazendo com que as mesmas sentissem a necessidade de pensar,

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