Sophie (Amanda Seyfried) é uma aspirante a escritora que viaja para a Itália ao lado do noivo Victor (Gael García Bernal), que sonha em ter seu próprio restaurante. Em Verona, onde se passou a história de Romeu e Julieta, local perfeito para uma lua de mel antecipada, Sophie acaba percebendo que seu noivo está mais interessado nos fornecedores para seu restaurante do que nela. Na cidade descobre uma antiga carta de amor e junta-se a um grupo de voluntárias que responde estas missivas amorosas. Para sua surpresa, a remetente Claire Smith (Vanessa Redgrave) ouve o conselho dado na resposta e vai procurar Lorenzo, por quem se apaixonou na juventude. Mas existem muitos italianos com o mesmo nome e Sophie demonstra interesse em ajudá-la na tarefa, desagradando o neto Charlie (Christopher Egan), que já tinha reprovado essa louca aventura da avó viúva.
sábado, 23 de novembro de 2013
O Curioso Caso de Benjamin Button
Lançamento 16 de janeiro de 2009 (2h35min)
Dirigido por David Fincher
Com Brad Pitt, Cate Blanchett, Julia Ormond mais
Gênero
Drama , Fantasia , Romance
Nacionalidade
EUA
Sinopse e detalhes
Nova Orleans, 1918. Benjamin Button (Brad Pitt) nasceu de forma incomum, com a aparência e doenças de uma pessoa em torno dos oitenta anos mesmo sendo um bebê. Ao invés de envelhecer com o passar do tempo, Button rejuvenesce. Quando ainda criança ele conhece Daisy (Cate Blanchett), da mesma idade que ele, por quem se apaixona. É preciso esperar que Daisy cresça, tornando-se uma mulher, e que Benjamin rejuvenesça para que, quando tiverem idades parecidas, possam enfim se envolver.
O Tigre e a Neve
La Tigre e la Neve
Itália , 2005 - 110
Drama / Guerra / Romance
Direção: Roberto Benigni
Roteiro: Roberto Benigni, Vincenzo Cerami
Elenco: Roberto Benigni, Jean Reno, Nicoletta Braschi, Emilia Fox, Anna Pirri, Chiara Pirri
O tombo com Pinocchio foi tão feio que Roberto Benigniachou melhor voltar para a guerra.
O comediante italiano ganhou a simpatia de Hollywood em 1999, ano em que levou os Oscars de melhor ator, trilha e filme estrangeiro por A vida é bela , versão naïf-pantomímica do Holocausto. Quando sua versão superproduzida dePinocchio não vingou em 2002, Benigni, compreensivelmente, resolveu apostar no garantido. E da Segunda Guerra pulou direito para a invasão do Iraque.
Sim, O Tigre e a Neve (La tigre e la neve, 2005) é mais uma leitura "nariz vermelho" de um flagelo humanitário. Não, não é um filme de kung-fu. Sim, Benigni continua incorporando o personagem otimista e saltitante. Não, ele não morre no final.
Quando ela viaja a Bagdá para entevistar Fuad (Jean Reno), um especialista em literatura árabe, o impensável acontece: no mesmo dia os Estados Unidos invadem o Iraque para tentar depor o tirano Saddam Hussein. O carro em que Vittoria estava é atingido no meio de um conflito e ela fica à beira da morte. É o mote para que Benigni entre em campo de batalha.
Quem viu A Vida é bela sabe bem o que esperar - o comediante circula em meio a escombros e feridos com aquela cara de quem acaba de descer de outro planeta, tagarelando como um LP arranhado e mexendo-se freneticamente como um cocainômano no auge da abstinência. Tudo o que Attilio quer, na hora em que chega a Bagdá, é encontrar Vittoria. Quando encontra, num corredor de hospital lotado, tudo o que quer é salvá-la.
É o dramalhão em sua essência: os dois personagens não têm nuances psicológicas. Vittoria é a vítima e Attilio é o herói (um herói poeta, ainda por cima). Nesse meio, mais interessante é o perfil que Jean Reno dá a Fuad - não só por ser um respiro ao frenesi que Benigni nos impõe, mas também por ser um retrato do árabe do ponto de vista do cinema ocidental.
Difícil é aguentar as parlapatices - Benigni atravessando o deserto numa moto quebrada, engraçando-se com um camelo... Justiça seja feita, a reviravolta do final é inesperada. Não só porque faz sentido, pensando o filme como um todo, mas também porque expõe uma fraqueza de Attilio. No fundo o problema de Benigni nem são os trejeitos, mas a imagem messiânica que ele faz de si mesmo. E, no desfecho de O Tigre e a Neve, aprendemos que aquele personagem não era tão perfeito assim.
O Tempo e o Vento
Rio Grande do Sul, final do século XIX. As família Amaral e Terra-Cambará são inimigas históricas na cidade de Santa Fé. Quando o sobrado dos Terra-Cambará é cercado pelos Amaral, todos os integrantes da família são obrigados a defender o local com as armas que têm à disposição. Esta vigília dura vários dias, o que faz com que logo a comida escasseie. Entre eles está Bibiana (Fernanda Montenegro), matriarca da família que recebe a visita de seu falecido esposo, o capitão Rodrigo (Thiago Lacerda). Juntos eles relembram a história não apenas de seu amor, mas de como nasceu a própria família Terra-Cambará.
O Sorriso De Monalisa
A história do filme "O Sorriso de Monalisa", se passa mais precisamente nas década de 50, quando o papel das mulheres era determinado pela família e pelo marido, retratando também a realidade americana do trabalho docente feminino da década. Em meio a momentos cômicos, épicos e dramáticos, ele apresenta situações em que a disciplina de arte representada por Katherine Watson tinha o mesmo peso que a de prendas domésticas, matéria obrigatória para as moças da época.
A professora feminista que foi contratada para dar aulas de História da Arte num bem conceituado e tradicional colégio de moças, o Wellesley College, na Nova Inglaterra, após deixar o Estado da Califórnia onde residia, causou muita discrepância, esperava ali encontrar as alunas mais inteligentes e brilhantes, no entanto, ela se vê entre as meninas mais inteligentes sim, mas desprovidas de qualquer pretensão profissional, não tinham autonomia de pensamento, o que sabiam era o que estava exposto nas apostilas. As alunas são preocupadas apenas em casarem-se, constituírem família, serem boas esposas e mães. Katherine tenta incentivá-las, apesar de ir contra todas as convenções escolares e sociais vigentes já que a Wellesley era uma escola tradicionalíssima a que visava formar mais do que "boas esposas", e tomando a iniciativa, inclusive, de matricular uma delas num curso de Direito, pois esta aluna havia confidenciado a ela o desejo de estudar este curso. Com esta atitude o que a mestra consegue é a antipatia de algumas das meninas que a deixa desestimulada, com isso desistindo das aulas e de seu objetivo.
A partir do filme "O sorriso de Monalisa" será relacionado cenas importantes que correspondem com os tópicos, Relação professor x aluno, Tendências pedagógicas, Preconceitos, atitudes, estereótipos, Papéis assumidos pelos atores e Posturas docentes.
O filme retrata visivelmente que no colégio reina o autoritarismo, e os métodos de ensino são pré-definidos, tradicionais tendo que obedecer a seqüência lógica dos conteúdos, as aulas tendem a ser centrada no professor e o aluno tem o dever de dominar o conteúdo cultural universal transmitido pelo mestre. (Libâneo, 1985). Basicamente o papel do profissional é de transmitir conteúdos que são predefinidos e constituídos e o aluno tem a função de escutar, ficando bitolado somente no que é lhe passado, acumulando conhecimentos e se baseando na memorização da matéria aplicada em sala, contudo perdendo sua autonomia de pensamento. As relações que exercem na sala de aula são feitas longitudinalmente em função do mestre e do seu comando, predominando sempre a posição do professor que exige atitudes receptiva dos alunos e impedem qualquer comunicação entre eles no decorrer da aula. o professor transmite o conteúdo na forma de verdade a ser absorvida, em conseqüência, a disciplina é imposta e o meio mais eficaz para assegurar a atenção é o silencio
O professor é acuado a aceitar o método de acordo com a instituição, tendo que retrair novos conceitos e conhecimentos acerca de educação e ensino, isso é transparente em algumas cenas, mas vou dar ênfase na qual o professor Bill lhe explica como expõe suas aulas, ele usa-se de uma postura mascarada, seus pensamentos eram da escola nova, mas seguia as regras da tradicional, porque a escola, tanto quanto a diretora, desejava que fosse daquele jeito e se não estivesse satisfeito era desvinculado do quadro docente, como foi no caso de Katherine.
A mestra sentindo que estava havendo uma competição ente professor aluno, uma certa rejeição, impedindo o desempenho de suas aulas, que por sua vez não despertava o interesse que ela imaginara, decide mudar, desobedecendo às regras e normas do colégio, colocando as alunas frente a frente com a matéria, ou melhor, com a pintura, fazendo com que as mesmas sentissem a necessidade de pensar,
A Hospedeira
Título Original: The Host
Gênero: Ficção Científica
Diretor: Andrew Niccol
Produção: Estados Unidos
Distribuição: Imagem Filmes
Classificação Indicativa: 12 anos
Duração: 125 min
Elenco: Saoirse Ronan, Diane Kruger, William Hurt, Jake Abel, Max Irons
Sinopse: A fome e a violência foram erradicadas da Terra, bem como os problemas climáticos do planeta foram resolvidos. Estes feitos foram conquistados graças aos seres alienígenas conhecidos como almas, que ocupam corpos humanos como se fossem parasitas. Pregando uma sociedade baseada na paz, as almas perseguem os poucos humanos que ainda não foram dominados. Um deles é Melanie Stryder, que se sacrifica para que o irmão caçula, Jamie, possa escapar. Melanie passa a ser dominada por uma alma chamada Peregrina, que tem por missão vasculhar suas memórias para encontrar rastros de outros humanos. Entretanto, a consciência de Melanie ainda está viva dentro do corpo, o que faz com que Peregrina tenha que lidar com ela constantemente. Com o tempo, a alma fica cada vez mais fascinada com a vida e os sentimentos que Melanie tinha e passa a protegê-la de Buscadora, que deseja capturar seus amigos humanos o quanto antes.
Legendas Da Paixão
FICHA TÉCNICA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 1994
Qualidade: DVDRip
Formato: Avi
Áudio: Português & Inglês
Legenda: Português
Tamanho: 702 mb
Download: Uploaded, TurboBit, FileVice
-
Sinopse: Em Lendas da Paixão Dublado AVI DVDRip Três irmãos, três destinos. Alfred (Aidan Quinn) é o reservado, o caçula Samuel (Henry Thomas) é o protegido, e o do meio, Tristan (Brad Pitt), aprendeu com os índios a ter um espírito aventureiro. Ao trazer de volta para o rancho do pai (Anthony Hopkins) uma bela jovem (Julia Ormond), Samuel inicia um conflito de paixões que pode terminar em tragédia para sua família.
domingo, 29 de setembro de 2013
• Sinopse: O Rio de Janeiro na visão de cinco meninos de rua negros e pobres, que vendem amendoim em cinco pontos da cidade, contrastando-se com a riqueza de parte dos habitentes. A tensão diminui no escurecer, quando vão para o ensaio da escola de samba. Filme foi censurado pelos militares, que o consideraram uma grande mentira. Segundo o censor e chefe de polícia da época, "a média da temperatura do Rio nunca passou dos 39,6º C".
• Gênero: Drama
• Origem: Brasil
• Duração: 100 minutos
• Tipo: Longa-metragem
O Pagador de Promessas
Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com o cafetão Bonitão (Geraldo Del Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de macumba.
O Pagador de Promessas é um filme brasileiro de 1962, um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes.
O Pagador de Promessas é um filme brasileiro de 1962, um drama escrito e dirigido por Anselmo Duarte e baseado na peça teatral homônima de Dias Gomes.
domingo, 18 de agosto de 2013
O Triste Fim de Policarpo Quaresma
Ficha Técnica
Título Original: Policarpo Quaresma, Herói do Brasil
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 120 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 1988
Distribuição: Riofilme e Filmark
Direção: Paulo Thiago
Roteiro: Alcione Araujo
Produção: Vitória Produções Cinematográficas
Música: Sérgio Saraceni
Fotografia: Antônio Penido
Desenho de Produção: Sérgio Silveira
Figurino: Kika Lopes
Edição: Gilberto Santeiro
Elenco
Paulo José (Policarpo Quaresma)
Giulia Gam (Olga)
llya São Paulo (Ricardo)
Antônio Calloni (Genelício)
Bete Coelho (Adelaide)
Othon Bastos (Floriano Peixoto)
Cláudio Mamberti (Coleoni)
Fernando Eiras (Armando Borges)
Luciana Braga (Ismêmia)
Tonico Pereira (Bustamante)
Nelson Dantas (Caldas)
Jonas Bloch (Dr. Mendonça)
Marcélia Cartaxo (Sinhá Chica)
José Lewgoy
Aracy Balabanian (Maricota)
Chico Diaz (Felizardo)
José Loureiro (Tenente Antonino)
José Dumont (Tenente Coxo)
David Pinheiro (Átila)
Paulão (Genu)
Carlos Gregório (Dr. Campos)
sábado, 3 de agosto de 2013
Dois Filmes Que Retratam o Holocausto Judeu
Estão postados abaixo dois filmes que mostram histórias do holocausto judeu ocorrido na Segunda Guerra Mundia (1939-1945), onde, como a própria historia nôs conta, Judeus foram perseguidos e aprisionados em campos de concentração sendo obrigados a trabalhar e quando se tornavam 'inúteis' por falta de força decorrente se sua desnutrição eram levados até as câmaras de gás onde, por fim, eram mortos por anóxia decorrente do gás cianeto que lhes eram feito respirar.
Os filmes 'O Menino do Pijama Listrado' e 'O Pianista' são exemplos clássicos de tais tratamentos antissemitas que nazistas e fascistas 'ofereceram' aos judeus por serem considerados um povo impuro.
O Menino Do Pijama Listrado
O Menino do Pijama Listrado se passa em 1940 e tem início quando um menino de oito anos, Bruno, recebe a notícia de que terá que deixar sua confortável casa em Berlim e se mudar com a família para um lugar isolado, no campo. O motivo é a promoção de seu pai, um oficial nazista, que para ele é apenas um soldado. Bruno mora no que considera a casa perfeita, vai à escola, tem amigos e tudo que pode pedir. Uma mudança não estava nos planos do garoto que pretende ser explorador.
Logo que chega à nova casa, pela janela de seu quarto, consegue avistar uma grande fazenda, onde adultos e crianças passam o dia todo vestidos com pijamas listrados. Essa fazenda que ele avista do quarto passa a ser a possibilidade que ele tem de alterar a rotina solitária do lugar e arranjar alguém para brincar. No lugar não tem nada para fazer.
Bruno pergunta à mãe sobre as pessoas estranhas da fazenda, que andam sempre de “pijamas listrados” e é proibido de ir lá, mas seu instinto explorador fala mais alto e o garoto “descobre” um caminho. E lá ele conhece Shmuel, que também tem oito anos, mas vive do outro lado da cerca e forma uma improvável amizade com o menino judeu. Bruno não sabe o porquê de o garoto estar lá.
Bruno pergunta à mãe sobre as pessoas estranhas da fazenda, que andam sempre de “pijamas listrados” e é proibido de ir lá, mas seu instinto explorador fala mais alto e o garoto “descobre” um caminho. E lá ele conhece Shmuel, que também tem oito anos, mas vive do outro lado da cerca e forma uma improvável amizade com o menino judeu. Bruno não sabe o porquê de o garoto estar lá.
As visitas ficam cada vez mais freqüentes e, curioso, ele passa a perguntar a seus pais e à sua irmã o que é esse lugar e quem são aquelas pessoas, mas as respostas, ora evasivas, ora negativas, não têm nada a ver com o que seu coração lhe diz.
O local não tem nada de belo e de alegre como ele vê nos vídeos mostrados a seu pai, e o menino judeu não se parece em nada com o monstro desenhado por todos. Então por que ele tem que ser inimigo? Essa é uma das coisas que Bruno não consegue entender. Mas se o amigo Shmuel não pode vir para o lado de cá da cerca, por motivos que ele também não compreende, então talvez seja mais fácil que ele mesmo passe para o lado de lá.
Shmuel (Jack Scanlon), que na metáfora mais óbvia, é um duplo de Bruno, menino da mesma idade que vive do outro lado da cerca que demarca o problema. Ali eles estabelecem essa relação como reflexo num espelho quebrado, em que de um lado existe o arquétipo pronto da vida no quadrante correto, e no outro a expressão de todos os problemas desse quadrante expostos em cada detalhe: no dente cariado, no cabelo raspado, em tudo o tal menino do pijama listrado é o mesmo que Bruno, só que do lado errado da cerca.
Ficha do filme
- Direção: Mark Herman
- Elenco: Vera Farmiga, David Thewlis, Rupert Friend, Richard Johnson, Sheila Hancock, Jim Norton, Asa Butterfield, David Heyman, Jack Scanlon, Cara Horgan, Amber Beattie, Iván Verebély, Gábor Szebényi
- Nome Original: The Boy in the Striped Pyjamas
- Ano: 2008
- Duração: 93 min
- País: EUA/ING
- Classificação: 12 anos
- Gênero: Drama
O Pianista
Quase todas as histórias a respeito de sobreviventes do holocausto contêm algum momento de heroísmo. Mas, para cada uma delas, é provável que haja outra como a do judeu polonês Wladyslaw Szpilman, em cujas memórias da perseguição nazista se baseia O Pianista (The Pianist,França/Polônia/Alemanha/Inglaterra, 2002), que estréia nesta sexta-feira no país. Szpilman tocava o Noturno de Frédéric Chopin num programa da rádio de Varsóvia, em 1939, quando os alemães entraram na cidade. Os Szpilman – pai, mãe, duas filhas e dois filhos, entre eles Wladyslaw – viviam bem e eram instruídos. Como muitas outras famílias judias, reagiram com certa incredulidade aos primeiros sinais de segregação. Quando a Inglaterra declarou guerra a Adolf Hitler, acharam que tudo logo se resolveria. Estavam, claro, enganados. A queda foi rápida, como narra Szpilman no livro que publicou em 1946. Primeiro veio a limitação das quantias em dinheiro que os judeus podiam guardar. Depois, as braçadeiras com a estrela-de-davi, a proibição de entrar em restaurantes, de sentar nos bancos dos parques, de freqüentar escolas. Em seguida, o transporte para o gueto, os trabalhos forçados, a fome, as execuções casuais, os cadáveres largados pelas ruas, a deportação para os campos e o extermínio.
Essa escalada tétrica já foi amplamente documentada. O que há de diferente em O Pianista é que Wladyslaw (soberbamente interpretado pelo americano Adrien Brody) não é um herói, pelo menos não na acepção do termo. O músico sobreviveu durante seis anos sem sair de Varsóvia – um entre talvez duas dezenas de judeus que o conseguiram –, às vezes por causa de sua música, outras vezes por sorte. Quase sempre, contudo, resistiu simplesmente por ser capaz de resistir – por se humilhar para pedir ajuda, por ter paciência para enfrentar a solidão, por não ceder ao desespero da fome, por não enlouquecer com o tédio. E também por ter enfrentado a culpa de todos os que não foram mortos – o de viver cada dia a mais como uma conquista e um castigo, conforme mostra em seu filme o diretor polonês Roman Polanski, também ele um sobrevivente do nazismo.
Polanski nasceu em Paris, mas tinha 6 anos e morava em Cracóvia desde os 3 quando a guerra começou. Todas as tentativas de escondê-lo com alguma família não-judia resultaram em fracasso. No dia em que o gueto foi liquidado, seus pais foram para o campo de concentração de Auschwitz. Ele só não teve o mesmo destino porque, na última hora, seu pai fez com que ele fugisse por um buraco no muro. A mãe de Polanski, que estava grávida de quatro meses, foi quase que diretamente para a câmara de gás. Seu pai sobreviveu, mas os dois só se reveriam muito depois de terminado o conflito. Durante a guerra, Polanski vagou pelo interior da Polônia (onde em várias ocasiões serviu como alvo móvel para soldados alemães) ou se refugiou com camponeses. Encontrado por fim por um tio, o garoto foi morar com os parentes, mas era tido como intratável e egocêntrico. Ao mesmo tempo, relatou um membro da família à revista The New Yorker há alguns anos, não havia quem não se dobrasse ao seu charme e otimismo. Desde o início brilhante de sua carreira, na Polônia dos anos 50, Polanski se destacava pela total ausência de sentimentos de inferioridade, quase uma epidemia no massacrado Leste Europeu de então. "Era como se ele estivesse disparando rumo ao futuro", descreveu o cineasta Andrzej Wajda. Outros diziam que ele era mesmo como um foguete – mas em fuga do passado.
No início dos anos 60, Polanski ganhou projeção mundial com o suspense A Faca na Água. Daí para a França e os Estados Unidos, os passos foram curtos. Depois do sucesso de O Bebê de Rosemary, em 1968, poucos cineastas eram tão disputados quanto ele. Poucos também viviam tão à grande e tinham amigos tão animados. Em 9 de agosto de 1969, o diretor estava em Londres quando foi avisado de que sua mulher, a atriz americana Sharon Tate, fora assassinada aos oito meses de gravidez, junto com outras quatro pessoas, em sua própria casa, pelo psicopata Charles Manson e seus seguidores. Choveram insinuações de que Polanski havia cortejado esse horror com seu estilo de vida e seus filmes. Essa imagem de dissolução ganhou força redobrada quando, em 1977, ele foi preso por ter mantido relações sexuais com uma menina de 13 anos, Samantha Geimer.
Polanski estava fazendo um ensaio fotográfico para uma revista e Samantha era uma de suas modelos. Depois de fotografar a menina na casa dela, ele pediu para levá-la para outra locação. Apesar da notória preferência de Polanski por mulheres muito jovens, a mãe da garota consentiu em que ela fosse sozinha. Samantha e Polanski foram parar na casa – vazia – de Jack Nicholson, seu amigo desde Chinatown. Hoje casada e mãe de três filhos, Samantha diz ter sido embebedada e drogada pelo diretor, e seduzida contra sua vontade. Polanski alega que, pelo ânimo e experiência da menina, nunca adivinharia sua idade. Denunciado pela mãe de Samantha no dia seguinte, o diretor passou 42 dias na prisão, para avaliação psicológica (da qual saiu com ótimas notas). Pelo acordo entre defesa e promotoria, ele responderia apenas à mais leve das seis acusações. O juiz, porém, mudou de idéia. Avisado de que iria ser preso de novo e então deportado, Polanski fugiu na hora para Paris – por ser cidadão francês, está livre da extradição. Segundo as autoridades americanas, nada mudou desde então: se Polanski voltar, vai para a cadeia. Ou seja, não pode comparecer ao Oscar, ao qual está sendo indicado pela quarta vez. Nas várias vezes em que foi indagado sobre essa questão, o diretor respondeu que sente saudade da eficiência de Hollywood, mas tem paz em Paris. Aos 69 anos, casado desde 1989 com a atriz francesa Emmanuelle Seigner, 33 anos mais jovem, e pai de duas crianças, Polanski diz inclusive ser grato às tragédias e erros do passado, já que eles é que o conduziram ao que é e tem hoje.
Superficialmente, a revisão de parte desse passado em O Pianista pode ser lida como uma anomalia na carreira do diretor, que sempre afirmou que sua biografia e seus filmes são departamentos distintos, e que só filmou a história de Szpilman porque ela não é a sua. Há alguns anos, porém, a crítica começou a se dar conta de que nada ilumina os filmes de Polanski melhor do que aquilo que a sua biografia lhe ensinou – a claustrofobia do gueto, a persistência do mal, o imperativo da fuga. Ou ainda o instinto de resistir e olhar à frente. Visto por esse ângulo, O Pianista é mais do que autobiográfico. É um testamento. É um testamento.
Ficha do filme
Título original: The PianistDiretor: Roman Polanski
Elenco: Adrien Brody, Thomas Kretschmann, Frank Finlay, Maureen Lipman, Ed Stoppard, Julia Rayner, Jessica Kate Meyer, Emilia Fox
Gênero: Drama
Duração: 148 min
Ano: 2002
Cor: Colorido
Opiniões a serem publicadas: partindo de contextos históricos até críticas à sociedade atual
Ao inaugurar
a pagina pretendo expor as características dos assuntos que serão apresentados.
Devo dizer que as ideias se formam do contexto histórico em correlação com os
atuais modelos de vida que prevalece na sociedade hoje, sendo que os conteúdos expostos
serão apenas opiniões expostas para expressar pensamentos que surgem através de
fatos sociais envolvendo desde política, religião, cultura e educação até alguns
pontos críticos os quais o nosso meio nos faz desenvolver.
Gostaria de deixar aqui as minhas boas vindas a
quem pretende acompanhar as publicações e retratos de meus pensamentos
expressos através de opiniões.O quadro abaixo é a obra Genesis de Leonardo Da Vinci que implicitamente demonstra o homem alcançando sua razão, momento em que racionalização das ideias e opiniões se tornam mais fortes ou seja transição do teocentrismo para o antropocentrismo.
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